25 de setembro de 2026

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BC reduz previsão de crescimento do Brasil para 1,8% em 2026

Estimativa para o rombo das contas públicas subiu para quase R$ 81 bilhões, enquanto a previsão de inflação foi mantida em 5,2%.

O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. A revisão considera uma atividade mais fraca na indústria e nos serviços, setores que, segundo o órgão, são mais sensíveis aos juros altos.

A estimativa de inflação para o ano foi mantida em 5,2%, acima do teto da meta. Ao mesmo tempo, a equipe econômica elevou a previsão para o rombo das contas públicas, que passou de R$ 52 bilhões para quase R$ 81 bilhões.

Atividade mais fraca

A projeção menor para a economia se concentra no desempenho esperado para indústria e serviços. O Banco Central relacionou a desaceleração desses setores ao efeito dos juros altos sobre a atividade.

A informação divulgada pelo órgão não trouxe uma nova estimativa para os demais setores da economia. Também não indicou mudanças na previsão de inflação, mantida em 5,2% para 2026.

Previsão para as contas públicas

Segundo a equipe econômica, a previsão de déficit nas contas públicas piorou em relação à estimativa anterior. O cálculo passou de R$ 52 bilhões para quase R$ 81 bilhões.

InfográficoRevisões para 2026

Projeções divulgadas pelo Banco Central e pela equipe econômica.

Estimativa anteriorNova estimativa
  • Crescimento econômico
    2%
    1,8%
    previsão para 2026
  • Rombo das contas
    R$ 52 bilhões
    quase R$ 81 bilhões
    previsão para 2026
  • Bolsa Família
    R$ 600
    R$ 691
    valor do programa
Fonte: Banco Central e equipe econômicaGuia do Acre

O governo pode retirar dessa conta R$ 67 bilhões em despesas, como precatórios, que são dívidas judiciais de pagamento obrigatório. Descontado esse montante, o déficit projetado fica em R$ 13 bilhões, de acordo com a equipe econômica.

O governo informou que, com essa exclusão, cumpriria o arcabouço fiscal, regra em vigor para conter o aumento do endividamento público.

Reajuste do Bolsa Família

A equipe econômica afirmou que acomodou no Orçamento o reajuste do Bolsa Família após reduzir a previsão para algumas despesas, entre elas benefícios previdenciários. O valor do programa passará de R$ 600 para R$ 691.

As projeções divulgadas reúnem a expectativa do Banco Central para a atividade e a inflação e a previsão da equipe econômica para as contas públicas em 2026.

Com informações de g1.

Foto de capa: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Guia do Acre.