Voto nas eleições de 2026 poderá servir como prova de vida do INSS
Justificativa de ausência e atualização cadastral na Justiça Eleitoral também poderão ser consideradas.
O comparecimento às urnas em 4 de outubro, nas eleições de 2026, poderá servir como prova de vida para aposentados, pensionistas e outros beneficiários do INSS em todo o Brasil. A Justiça Eleitoral repassará os registros de votação ao instituto, que poderá usá-los para verificar se o titular continua vivo.
A medida integra o uso de bases de dados públicas para fazer essa verificação sem exigir, como regra, que o beneficiário vá a uma agência. A prova de vida é necessária para manter o pagamento dos benefícios, segundo as informações divulgadas pelo INSS.
Quais registros podem ser usados
Além do voto, uma justificativa formal de ausência ou uma atualização cadastral feita na Justiça Eleitoral pode ajudar a confirmar a situação do beneficiário. A informação foi dada pelo superintendente regional Sul do INSS, Alberto Alegre. O instituto também considera registros de atendimento em órgãos públicos e de emissão de documentos.
Dados sobre a comprovação de vida de beneficiários do INSS
- 25 milhõesSituação regularizadaBeneficiários
- 13 milhõesConfirmação pendenteBeneficiários
- 5 milhõesAtualizações após 2024Provas de vida atualizadas
O cruzamento de informações ganhou espaço após a Lei nº 13.846/2019, que prevê alternativas à comprovação presencial. Nas eleições de 2024, a base do Tribunal Superior Eleitoral registrou a participação de quase 21 milhões de beneficiários do INSS. Segundo os dados divulgados, cerca de 5 milhões de provas de vida foram atualizadas a partir desse procedimento.
Quem não votar perde o benefício?
Não há suspensão automática do pagamento para quem deixar de votar. O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, e o INSS pode consultar outros registros do governo para confirmar a vida do beneficiário. Se essas informações não forem suficientes, ele poderá ser chamado para regularizar a situação.
Dos aproximadamente 38 milhões de segurados que precisam dessa comprovação, 25 milhões estão com a situação regularizada e cerca de 13 milhões ainda aguardam confirmação, conforme os dados divulgados. O INSS informa que não pede dados pessoais nem documentos por mensagens de celular.
Com informações de grupoahora.net.br.
Foto de capa: Borowskki/Wikimedia Commons (Public domain)