27 de setembro de 2026

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Argentina perde 31,3 mil empresas e 245,6 mil empregos formais durante governo Milei

Levantamentos apontam queda no número de companhias e postos de trabalho, enquanto a inflação recuou.

A Argentina registrou uma redução de 31,3 mil empresas entre novembro de 2023, quando Javier Milei assumiu a Presidência, e junho de 2026. O número corresponde a 6,1% das companhias registradas no país, segundo um levantamento do centro de pesquisas Fundar.

O emprego formal também recuou durante o governo Milei. Um estudo do Centro de Economia Política Argentina (Cepa) aponta a perda de 245,6 mil postos privados registrados. Os dados aparecem em meio à agenda de cortes de gastos e abertura comercial defendida pelo presidente, mas os levantamentos citados não estabelecem uma causa única para os fechamentos.

Queda atinge a maior parte do país

De acordo com a Fundar, 14 dos 18 setores analisados tiveram redução no número de empresas. A queda atingiu 23 das 24 províncias argentinas. Neuquém foi a exceção; na província, a exploração de gás natural de Vaca Muerta tem impulsionado as exportações.

A indústria também apresentou retração. Dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) apontam queda de 2,6% na produção industrial no acumulado de 12 meses até julho de 2026. No mesmo período, o segmento de equipamentos eletrônicos e médicos recuou 19,1%.

Emprego recua, mas inflação desacelera

Segundo o Cepa, a perda de empregos privados registrados foi parcialmente compensada pelo aumento de 169 mil trabalhadores autônomos. O Indec calculou uma taxa de desemprego de 7,9% no primeiro semestre de 2026, alta de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.

InfográficoEmpresas e emprego na Argentina

Indicadores divulgados por centros de pesquisa e pelo instituto oficial de estatísticas.

31,3 mil
empresas a menosDe novembro de 2023 a junho de 2026
  • 31,3 milEmpresas a menosLevantamento da Fundar
  • 245,6 milEmpregos privados perdidosPostos registrados, segundo o Cepa
  • 7,9%Taxa de desempregoPrimeiro semestre de 2026, segundo o Indec
Fonte: Fundar, Cepa e IndecGuia do Acre

A inflação, por sua vez, caiu no período abordado pela reportagem, considerando a variação acumulada em 12 meses:

Período Inflação anual
Abril de 2024 289%
Agosto de 2026 33,5%

O que diz Milei

Em uma conferência sobre a economia argentina no fim de agosto, Milei contestou as avaliações negativas sobre o desempenho do país. O presidente citou indicadores de exportações, consumo privado, inflação e Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 4,4% em 2025 após cair 1,3% em 2024.

Milei também afirmou que, se todas as empresas estivessem fechando sem a abertura de outras, o desemprego estaria subindo de forma mais acentuada. O economista Paulo Gala, da FGV-SP, disse à Agência Brasil que o controle da inflação é frágil e avaliou que a valorização do peso prejudica a indústria argentina.

Com informações de bmcnews.com.br.

Foto de capa: Quirinale/Wikimedia Commons (Attribution)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Guia do Acre.