A cidade de Rio Branco foi fundada em 28 de dezembro de 1882, quando o cearense Neutel Newton Maia instalou o Seringal Volta da Empreza às margens do rio Acre, onde hoje fica a região da Gameleira, no Segundo Distrito. Por isso o aniversário da capital acreana é comemorado todo dia 28 de dezembro.
O povoado nasceu como um seringal para extrair borracha e só ganhou o nome de Rio Branco no início do século XX, depois que o Acre passou a pertencer ao Brasil. A tabela abaixo reúne as datas que mais aparecem quando alguém pesquisa a origem da cidade.
| Marco | Data | O que aconteceu |
|---|---|---|
| Fundação | 28/12/1882 | Neutel Maia abre o Seringal Volta da Empreza |
| Revolução Acreana | 1899 a 1903 | Seringueiros lutam contra o domínio boliviano |
| Tratado de Petrópolis | 17/11/1903 | Acre passa oficialmente ao Brasil |
| Capital do Território | 1920 | Rio Branco vira sede do Território do Acre unificado |
| Capital do Estado | 15/06/1962 | Acre vira estado; Rio Branco segue como capital |
Quem fundou Rio Branco?
Rio Branco foi fundada por Neutel Newton Maia, um migrante nordestino que subiu o rio Acre em busca das áreas ricas em seringueiras. Assim como milhares de cearenses daquele tempo, ele chegou à Amazônia atraído pelo valor da borracha, que movimentava o mercado internacional no fim do século XIX.
Ao chegar a uma curva acentuada do rio, Neutel Maia montou ali a sede do seu seringal. A curva deu origem ao nome Volta da Empreza, grafado assim, com “z”, como era comum na época. A sede ficava próxima de uma grande gameleira, árvore que virou símbolo da fundação da cidade e dá nome a um dos cartões-postais da capital.
Por que a data de 28 de dezembro de 1882?
A data corresponde à instalação do seringal de Neutel Maia, considerada o marco inicial da ocupação que deu origem à cidade. É essa data que o município adota oficialmente como aniversário, com feriado municipal e programação cultural na capital.
Como o seringal virou a cidade de Rio Branco?
O Seringal Volta da Empreza cresceu como entreposto da borracha: era ponto de chegada de mercadorias vindas pelos rios e de saída das bolas de látex rumo a Manaus e Belém. Aos poucos, casas de comércio, barracões e moradias se juntaram à sede, formando um pequeno povoado à beira do rio Acre.
A grande virada veio com a disputa territorial entre Brasil e Bolívia. A região, que pelos tratados da época era considerada boliviana, estava ocupada em sua maioria por brasileiros. A tentativa de controle boliviano, incluindo o arrendamento das terras a um consórcio estrangeiro, levou ao conflito conhecido como Revolução Acreana.
Linha do tempo de Rio Branco
1882
Neutel Maia funda o Seringal Volta da Empreza
1899-1903
Revolução Acreana, liderada por Plácido de Castro
1903
Tratado de Petrópolis incorpora o Acre ao Brasil
1920
Capital do Território do Acre unificado
1962
Acre vira estado e Rio Branco é a capital
O papel da Revolução Acreana
Liderados pelo gaúcho José Plácido de Castro, seringueiros e seringalistas enfrentaram as forças bolivianas entre 1899 e 1903. A vitória militar abriu caminho para a negociação diplomática que resolveu a questão de vez, com o Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903.
Pelo acordo, o Brasil incorporou o território acreano mediante compensações à Bolívia, entre elas pagamento em dinheiro, cessão de pequenas áreas e o compromisso de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A partir daí, o antigo seringal passou a integrar a nova estrutura administrativa do Território Federal do Acre.

Por que a cidade se chama Rio Branco?
O nome é uma homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, ministro das Relações Exteriores que conduziu as negociações do Tratado de Petrópolis. Sem a atuação dele, o Acre provavelmente não teria sido incorporado ao Brasil da forma como foi.
Antes de adotar definitivamente esse nome, o núcleo urbano passou por outras denominações. Além de Volta da Empreza, a área do outro lado do rio chegou a ser chamada de Penápolis, em referência ao presidente Afonso Pena. Com o tempo, os núcleos das duas margens se uniram sob o nome Rio Branco, consolidado na organização do município no início do século XX.
Rio Branco já foi chamada de Empresa?
Sim. A expressão “Empresa” ou “Empreza” acompanhou a cidade por décadas na fala popular, sobretudo para se referir à parte mais antiga, à beira do rio. Até hoje o nome sobrevive em referências históricas e em bairros e locais do Segundo Distrito, que guarda a memória da ocupação original.
Quando Rio Branco se tornou capital do Acre?
Rio Branco passou a ser a capital do Acre em 1920, quando o governo federal unificou os departamentos do Território do Acre em uma única administração com sede na cidade. Antes disso, o território era dividido em departamentos autônomos, como Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, cada um com sua sede.
Em 15 de junho de 1962, com a Lei nº 4.070/1962, o Acre deixou de ser território e foi elevado à categoria de estado. Rio Branco manteve o posto de capital, agora de uma unidade da federação com governo próprio eleito. Por isso, 15 de junho é a data do aniversário do estado, enquanto 28 de dezembro é o aniversário da capital.
| Data comemorativa | Dia | Refere-se a |
|---|---|---|
| Aniversário de Rio Branco | 28 de dezembro | Fundação do seringal em 1882 |
| Aniversário do Acre | 15 de junho | Elevação a estado em 1962 |
| Tratado de Petrópolis | 17 de novembro | Incorporação do Acre ao Brasil em 1903 |
Quantos anos tem Rio Branco?
Para saber a idade da cidade, basta subtrair 1882 do ano atual; depois de 28 de dezembro, ela completa mais um ano. Rio Branco já passou de um século de existência e é uma das capitais da Amazônia com origem diretamente ligada ao ciclo da borracha.
Um erro comum é confundir a idade da cidade com a idade do estado. O Acre como estado é bem mais recente, de 1962, enquanto a ocupação que originou a capital começou 80 anos antes. Também é frequente atribuir a fundação a Plácido de Castro, mas ele foi o líder militar da Revolução Acreana, e não o fundador da cidade.
Onde ver a história da fundação em Rio Branco?
Boa parte da memória da fundação está concentrada no centro histórico e no Segundo Distrito, que podem ser percorridos a pé em uma tarde. Quem visita a capital consegue montar um roteiro histórico simples, cruzando o rio Acre pela passarela de pedestres.
- Gameleira: área à beira do rio, no Segundo Distrito, ligada ao local onde Neutel Maia instalou o seringal. Tem calçadão, casarões antigos e vista para o rio.
- Palácio Rio Branco: antiga sede do governo, hoje espaço de visitação com exposições sobre a formação do Acre e seus personagens históricos.
- Museu da Borracha: reúne objetos, documentos e peças que ajudam a entender o ciclo da borracha e a vida nos seringais.
- Memorial dos Autonomistas: dedicado ao movimento que defendeu a elevação do Acre a estado, com acervo sobre essa fase política.
- Mercado Velho: antigo mercado restaurado à margem do rio, ponto de encontro com lanchonetes e boa vista do centro.
- Passarela Joaquim Macedo: ligação de pedestres entre o centro e o Segundo Distrito, ideal para atravessar o rio no fim da tarde.
Horários de funcionamento e regras de entrada dos espaços culturais mudam com frequência. Antes de sair, confira as informações atualizadas nos canais oficiais da Fundação de Cultura Elias Mansour e da Prefeitura de Rio Branco.

Como a borracha moldou a cidade nos primeiros anos
Nos primeiros anos, a vida no Seringal Volta da Empreza girava em torno do sistema de aviamento. O seringalista adiantava mercadorias aos seringueiros, que pagavam com a borracha extraída, quase sempre ficando endividados. Esse modelo explica por que a cidade nasceu colada ao rio: era por ele que tudo chegava e tudo saía.
Com o declínio da borracha amazônica, a partir da década de 1910, quando a produção asiática passou a dominar o mercado, Rio Branco cresceu mais devagar e se firmou como centro administrativo. O papel de capital, primeiro do território e depois do estado, garantiu serviços públicos, comércio e a chegada de migrantes de outras regiões ao longo do século XX.
As enchentes do rio Acre e a expansão urbana
A proximidade com o rio, que foi decisiva na fundação, também trouxe um desafio permanente: as cheias do rio Acre. Bairros mais antigos e baixos, incluindo áreas do Segundo Distrito, ficam sujeitos a alagações periódicas, o que influenciou a expansão da cidade para regiões mais altas ao longo das décadas.
Perguntas frequentes sobre a fundação de Rio Branco
Quando foi fundada a cidade de Rio Branco?
Rio Branco foi fundada em 28 de dezembro de 1882, com a instalação do Seringal Volta da Empreza por Neutel Newton Maia, às margens do rio Acre.
Qual era o primeiro nome de Rio Branco?
O primeiro nome foi Volta da Empreza, por causa da curva do rio onde ficava a sede do seringal. Depois a cidade também teve a denominação Penápolis em parte do núcleo urbano, antes de se firmar como Rio Branco.
Quem foi Neutel Maia?
Neutel Newton Maia foi um seringalista nordestino que subiu o rio Acre no fim do século XIX e fundou o seringal que deu origem à capital. Ele é reconhecido oficialmente como o fundador de Rio Branco.
O aniversário de Rio Branco é feriado?
Sim. O dia 28 de dezembro é feriado municipal em Rio Branco, com eventos culturais e shows. A programação muda a cada ano e é divulgada pela prefeitura.
Por que Rio Branco tem esse nome?
O nome homenageia o Barão do Rio Branco, diplomata que negociou o Tratado de Petrópolis, de 1903, acordo que garantiu a incorporação do Acre ao território brasileiro.
Rio Branco sempre foi a capital do Acre?
Não desde o início. Até 1920 o território era dividido em departamentos com sedes diferentes. Com a unificação administrativa naquele ano, Rio Branco virou a capital e manteve o posto quando o Acre se tornou estado, em 1962.








