SEE nega que vídeo de carnes seja de escola rural de Cruzeiro do Sul
Estudantes da Escola Maria de Nazaré Santiago haviam relatado falta de variedade e quantidade na merenda.
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) negou que um vídeo com imagens de carnes supostamente impróprias tenha sido gravado na Escola Estadual Maria de Nazaré Santiago, na Vila São Pedro, zona rural de Cruzeiro do Sul. Segundo o órgão, as imagens são antigas, foram tiradas em outra unidade e não correspondem a uma entrega feita à escola.
O material circulou em meio a reclamações de estudantes da unidade sobre a alimentação escolar. Os alunos afirmaram em vídeo que a merenda, em algumas ocasiões, se resumiria a ovos e bolachas e que a quantidade não atenderia todo o período de aulas em tempo integral.
O que diz a Secretaria de Educação
A SEE afirmou que a associação das imagens à escola de Cruzeiro do Sul induz a uma conclusão falsa. Em nota assinada pelo secretário Reginaldo Prates, a pasta informou que vai fornecer elementos às autoridades para apurar como o vídeo passou a ser atribuído à unidade.
A Secretaria disse ainda considerar grave o uso do material como denúncia atual, especialmente durante o período eleitoral. A manifestação do órgão contesta a origem do vídeo, mas não trata diretamente das reclamações dos estudantes sobre variedade e quantidade da merenda.
Registro feito pela direção
Após a divulgação das imagens, o diretor da Escola Maria de Nazaré Santiago registrou o boletim de ocorrência nº 00088168/2026. À Polícia Civil, ele declarou que a instituição não recebeu carnes impróprias para consumo e que a cozinha exibida no vídeo não pertence à escola.
Segundo o diretor, o conteúdo teria sido gravado em outra unidade, que ele não soube identificar. Ele também afirmou que acompanha a inspeção das carnes no momento das entregas e pediu retratação ao portal que publicou o material recebido como denúncia.
Regras para receber alimentos
De acordo com a SEE, a Instrução Normativa SEE nº 4/2024 estabelece que as escolas devem verificar a quantidade e a qualidade dos produtos no recebimento. A conferência inclui embalagem, prazo de validade, odor, cor, textura e temperatura.
Etapas previstas pela Instrução Normativa SEE nº 4/2024.
- Quantidade e qualidadeConferir produtosNa entrega dos alimentos
- Produto impróprioRecusar irregularidadeComunicar o DEANE
Quando houver produto impróprio ou fora das condições previstas em contrato, a orientação é recusar a entrega e comunicar o caso ao Departamento de Alimentação e Nutrição Escolar (DEANE). Em Rio Branco, um episódio distinto ocorreu no mesmo período: o Colégio Estadual Armando Nogueira informou que liberaria alunos às 11h45 na segunda-feira (21) por falta de proteína na alimentação.
Com informações de ac24horas.com.
Foto de capa: Gabriel-AC/Wikimedia Commons (Public domain)