Candidato do PCO no Ceará defende anistia a presos do 8 de Janeiro
Lino Alves também propôs extinguir o Senado, elevar o salário mínimo a R$ 7,5 mil e estatizar o sistema financeiro.
Lino Alves, candidato do PCO ao Senado pelo Ceará, defendeu anistia geral aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A posição foi apresentada na quinta-feira (24), em entrevista remota ao Grupo de Comunicação O POVO.
Na sabatina, o candidato afirmou que os participantes dos atos não tentaram um golpe de Estado e disse ser contrário à prisão de manifestantes, exceto em casos que envolvam morte. A entrevista ocorreu a distância porque Alves mora em Juazeiro do Norte, a 438 quilômetros de Fortaleza.
Registro eleitoral foi indeferido
A candidatura de Lino Alves foi impugnada pela Justiça Eleitoral na última semana. Conforme o sistema do Tribunal Superior Eleitoral, o registro foi indeferido por ausência de quitação eleitoral, uma das exigências para disputar a eleição.
O candidato atribuiu a situação a pendências do partido na prestação de contas ao TSE e acusou o tribunal de perseguição. Segundo O POVO, a decisão pode ser contestada por recurso, e há possibilidade de regularização do registro.
Propostas para Senado e economia
Alves também defendeu a extinção do Senado Federal. Para ele, a Casa é composta por banqueiros ou por nomes ligados à grande burguesia e não atende aos interesses dos trabalhadores.
Dados mencionados durante a sabatina de Lino Alves.
- R$ 7,5 milSalário propostovalor citado pelo candidato
- 438 quilômetrosDistância à capitalJuazeiro do Norte a Fortaleza
- mais de 90%Pequenas empresasdo setor no Ceará
- 8 de janeiro de 2023Ataques em Brasíliadata dos atos
Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão:
- Salário mínimo de R$ 7,5 mil, valor que ele associou a uma projeção do Dieese;
- paralisação do pagamento da dívida pública brasileira;
- estatização do sistema financeiro, com juros baixos para micro e pequenas empresas;
- estatização da educação, da saúde e dos serviços públicos.
Questionado sobre os efeitos de um salário maior para micro e pequenas empresas, Alves citou a precarização do trabalho após o impeachment de Dilma Rousseff. Ele disse que pretende usar uma eventual vaga no Senado para defender os trabalhadores.
O que está em discussão
A defesa de anistia ocorre enquanto há condenações relacionadas aos ataques aos prédios dos Três Poderes, em Brasília, após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lino Alves afirmou que considera equivocada a ação dos manifestantes, mas questionou a manutenção das prisões.
O candidato ainda criticou os juros cobrados pelos bancos e afirmou que a estatização do setor permitiria ampliar o crédito para pequenos e médios empresários. As declarações foram feitas durante a série de entrevistas de O POVO com candidatos ao Senado.
Com informações de mais.opovo.com.br.
Foto de capa: Borowskki/Wikimedia Commons (Public domain)