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Domingo, 8 de novembro de 2026

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Fux dá 10 dias para Senado e MPF falarem sobre pedidos de registros de visitas

Luiz Fux deu 10 dias para Senado e MPF se manifestarem sobre ação que pede registros de visitas de pessoas citadas no processo.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido Atualizado em 2 min de leitura
Luiz Fux
Foto: Rosinei Coutinho/STF/Wikimedia Commons (Public domain)
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Ação no STF busca dados de entrada e saída de pessoas, entre elas a advogada Viviane Barci de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (23) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apresente manifestação em uma ação sobre a divulgação de registros de entrada e saída na Casa. O prazo fixado é de 10 dias.

O processo foi aberto pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal. Ele contesta a recusa do Senado em fornecer informações sobre eventuais visitas de um grupo de pessoas, sob o argumento de que os dados devem ser públicos.

Pessoas citadas no pedido

A lista encaminhada pelo vereador inclui o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Também há pedidos de registros relativos a José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, e a Fábio Luís Lula da Silva, respectivamente irmão e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O requerimento ainda menciona Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de Careca do INSS. A ação busca saber se houve entradas e saídas dessas pessoas nas dependências do Senado.

Argumentos do Senado e do autor

Ao negar o fornecimento dos dados, o presidente do Senado alegou proteção de informações pessoais. Kilter sustenta, porém, que a decisão contraria a Lei de Acesso à Informação e a Lei Geral de Proteção de Dados, segundo o material apresentado ao STF.

Na análise inicial, Fux entendeu não haver, até agora, indicação de que a entrega das informações solicitadas viole a intimidade ou exponha dados pessoais. O ministro também mandou ouvir o Ministério Público Federal, que recebeu o mesmo prazo de 10 dias para se pronunciar.

Caso chegou ao Supremo

O processo foi enviado ao STF depois que a Justiça Federal do Paraná declarou não ter competência para julgá-lo. Inicialmente, Alexandre de Moraes havia sido escolhido como relator por sorteio, mas se declarou impedido de atuar no caso.

A ação chegou ao STF após a Justiça Federal do Paraná se declarar incompetente.
A ação chegou ao STF após a Justiça Federal do Paraná se declarar incompetente. — Foto: LecomteB/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Moraes apontou que sua esposa consta entre as pessoas cujos registros são solicitados. Com o impedimento, a relatoria ficou com Luiz Fux.

Próximos passos

Após as manifestações do Senado e do Ministério Público Federal, o STF deverá prosseguir com a análise do pedido feito por Guilherme Kilter. A decisão de Fux, por enquanto, trata da coleta dessas posições no processo.

Foto de capa: Rosinei Coutinho/STF/Wikimedia Commons (Public domain)

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