Flávio Bolsonaro propõe SOS Brasil para reduzir endividamento
Em transmissão nas redes sociais, candidato também disse que incluiria o país no Escudo das Américas se for eleito.
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, apresentou na noite de 23 de setembro o programa SOS Brasil, voltado à redução do endividamento dos brasileiros. Em live nas redes sociais, o senador disse que a proposta buscaria parcerias com a iniciativa privada para formar receitas destinadas ao pagamento de dívidas.
Segundo Flávio, o fundo do programa poderia reunir cerca de R$ 3 trilhões. Ele afirmou que parte desse valor seria usada primeiro para quitar dívidas do governo e alegou que a medida poderia levar à redução da taxa Selic.
Fontes de recursos previstas
O candidato listou três caminhos para levantar recursos para o SOS Brasil. As medidas incluem a mudança do modelo de exploração do petróleo, a negociação de débitos da União e a gestão de imóveis federais.
Medidas apontadas por Flávio Bolsonaro para formar receitas.
- 1ª medidaConcessão do petróleoTroca o regime de partilha
- 3ª medidaImóveis federaisAdministração dos bens
- Trocar o regime de partilha do petróleo por concessões de extração.
- Vender dívidas da União à iniciativa privada, que as compraria por valor menor e cobraria o montante integral.
- Administrar os imóveis federais.
Flávio também disse que, se eleito, pretende conduzir um governo com redução de despesas. Não foram detalhados na transmissão os critérios para aplicar os recursos do fundo nem o funcionamento das parcerias mencionadas.
Crítica a Lula e promessa sobre coalizão
Na mesma live, o senador criticou a ausência do Brasil no Escudo das Américas, coalizão lançada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo reúne governos latino-americanos alinhados ao republicano, entre eles Argentina, Bolívia e Peru, segundo a fonte.
Nesta semana, a coalizão anunciou sanções conjuntas contra as facções PCC e CV e outros grupos classificados como “narcoterroristas”. Flávio criticou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia das Nações Unidas, nos Estados Unidos, e prometeu que o Brasil passaria a integrar o grupo a partir do ano que vem, caso vença a eleição de outubro.
Próximos passos
A proposta foi apresentada durante a transmissão de Flávio Bolsonaro e depende de sua eventual eleição para ser levada adiante, conforme declarou o candidato. Ele não informou cronograma para criar o fundo nem como seriam estruturadas as concessões, a venda de dívidas e a administração dos imóveis federais.
Com informações de g1.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)