Vereador de Rio Branco acumula R$ 8,2 milhões em multas ambientais, diz levantamento
Candidato a deputado estadual, José Lopes Junior tem 12 autuações registradas em municípios do Amazonas.
O vereador de Rio Branco José Lopes Junior, candidato a deputado estadual pelo Republicanos, acumula R$ 8,2 milhões em multas ambientais, segundo levantamento da ASCEMA Nacional divulgado pelo g1 neste domingo (27). As autuações foram aplicadas entre 2018 e 2024 em Lábrea e Boca do Acre, no Amazonas.
Conhecido como Zé Lopes, ele é o candidato com mais autuações entre os nomes examinados no levantamento: 12 ao todo. Onze são por infrações contra a flora, e uma é por descumprimento de termo de embargo. O levantamento reúne candidatos multados por infrações ambientais, entre elas desmatamento e destruição de vegetação nativa.
O histórico do candidato
De acordo com os registros do DivulgaCand citados pelo g1, esta é a terceira eleição disputada por José Lopes. Ele foi eleito suplente pelo PL em 2022 e vereador de Rio Branco em 2024. Na candidatura de 2026, declarou patrimônio superior a R$ 32,6 milhões, composto principalmente por imóveis rurais.
As autuações atribuídas ao vereador ocorreram fora do Acre, em dois municípios amazonenses. O material consultado não informa se há decisão definitiva nos processos relativos às multas dele nem se os valores foram pagos.
O que mostra o levantamento
Ao todo, 14 candidatos nas eleições de 2026 concentram mais de R$ 100 milhões em multas aplicadas pelo Ibama e pelo ICMBio nos últimos dez anos, segundo a ASCEMA Nacional. O levantamento considerado pelo g1 incluiu candidatos com pelo menos R$ 1 milhão em autuações individuais e abrange disputas para cargos legislativos e governos estaduais, além de suplentes.
Dados do levantamento divulgado pelo g1
- 12Autuações de José LopesRegistradas em Lábrea e Boca do Acre
- R$ 8,2 milhõesMultas de José Lopes
- 14Candidatos no levantamentoCom pelo menos R$ 1 milhão em autuações
Uma multa ambiental, por si só, não impede uma candidatura. Conforme a explicação apresentada pelo g1, a inelegibilidade por crime ambiental com base na Lei da Ficha Limpa exige condenação criminal definitiva ou proferida por órgão colegiado; uma autuação administrativa isolada não basta.
Com informações de g1.