Chico Mendes: quem foi o seringueiro que virou símbolo ambiental
Francisco Alves Mendes Filho, conhecido como Chico Mendes, nasceu em 1944 em Xapuri, no Acre, numa família de seringueiros. Tornou-se líder sindical e um dos nomes mais conhecidos da defesa da floresta amazônica.
A luta dos seringueiros
Nas décadas de 1970 e 1980, a expansão de fazendas e o desmatamento ameaçavam os seringais e o modo de vida das famílias que viviam da floresta. Chico Mendes ajudou a organizar os trabalhadores em sindicatos e defendia os “empates”, ações pacíficas em que as comunidades se reuniam para impedir derrubadas.
Reservas extrativistas
Uma das principais propostas do movimento foi a criação de reservas extrativistas: áreas protegidas em que as populações tradicionais podem viver e usar os recursos da floresta de forma sustentável. A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, foi criada em 1990.
Reconhecimento e morte
O trabalho de Chico Mendes ganhou reconhecimento internacional. Ele foi assassinado em dezembro de 1988, em Xapuri, crime que teve grande repercussão no Brasil e no exterior.
Legado
Seu nome batiza reservas, instituições e programas ambientais. Em Xapuri, a casa onde ele viveu é aberta à visitação e ajuda a contar essa história.